A estamparia de metais é um sistema produtivo muito utilizado em diferentes indústrias para a fabricação de produtos metálicos que aliam qualidade com durabilidade e eficácia.
Por isso, o sucesso do método depende do dimensionamento correto e do desempenho de cada componente utilizado no estampo de corte.
Continue a leitura do artigo e entenda como funciona esse processo e a importância de escolher os componentes mais adequados para o seu ferramental.
O que é a estamparia de metais?
A estamparia de metais é um processo industrial caracterizado pela conformação mecânica que utiliza prensas e matrizes para cortar, dobrar, furar ou moldar chapas planas.
Dessa forma, transformando-as em peças tridimensionais precisas e em grande escala.
Por isso, a estamparia é baseada na aplicação de força sobre uma peça metálica posicionada entre o macho e a fêmea da matriz.
Como funciona a estamparia de metais?
Sob a ação mecânica ou hidráulica da prensa, a chapa ultrapassa seu limite de escoamento ou de ruptura, assumindo o formato exato do ferramental.
Neste ciclo de conformação, a chapa metálica passa por diferentes tipos de esforços mecânicos, visando atingir sua geometria final.
As operações incluem:
- Corte (blanking e puncionamento): seccionamento da chapa por cisalhamento que define o contorno externo ou realiza furos internos;
- Dobramento e curvamento: aplicação de esforços de flexão responsável por criar ângulos, raios e perfis sem alterar substancialmente a espessura do material;
- Repuxo (embutimento): conformação plástica em que a peça plana assume a forma de cavidades ocas e profundas.
Aplicações da estamparia de metais
Essas operações são aplicadas na transformação de diversos materiais (aço carbono, aço inox, alumínio, cobre e latão) e fabricação de componentes utilizados em variados setores:
- Setor automotivo: partes da carroceria, suportes estruturais, travessas e discos de freio;
- Linha branca e eletrodomésticos: painéis de refrigeradores, fogões, tambores de máquinas de lavar e panelas;
- Equipamentos e máquinas: sapatas para elevadores automotivos, reservatórios de água e gabinetes industriais.
Para que a chapa seja extraída sem deformar ao fim do golpe, a estamparia de metais depende de sistemas de força eficientes, representados pelas molas para matriz e as molas a gás.
O papel das molas para matriz e molas a gás na estamparia
Tanto as molas para matriz quanto as molas a gás são responsáveis por fornecer e sustentar a força necessária durante todo o ciclo de estampagem.
Portanto, esse controle:
- Garante pressão sobre a chapa desde o primeiro contato até a extração;
- Evita deformações no material;
- Previne o desgaste precoce do ferramental;
- Assegura a estabilidade dimensional do processo.
A seguir, veja detalhes de cada tipo:
Molas para matriz (helicoidais)
Fabricadas em aço de alta liga e desenvolvidas sob normas internacionais, as molas para matriz trabalham sob compressão mecânica, garantindo controle de força, estabilidade e durabilidade em operações de estamparia de metais.
Elas apresentam comportamento de força progressiva. Isto é, a pressão exercida aumenta à medida que a mola é comprimida no ciclo da prensa.
São adotadas em:
- Matrizes progressivas;
- Ferramentas de corte e dobra;
- Sistemas de retorno e pressão.
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Molas a gás (gás spring)
As molas a gás utilizam nitrogênio (N2) pressurizado contido em um cilindro selado.
O sistema, conhecido como gás spring, é um elemento capaz de fornecer altas tensões em cursos reduzidos, mantendo o controle de pressão desde o ponto zero de prensa.
Os setores que mais aplicam a estamparia de metais com esses componentes são:
- Matrizes de repuxo;
- Estampos de alta repetição;
- Sistemas que exigem força constante.
Mola helicoidal e mola a gás: qual escolher na estampagem de metais?
Na estampagem de metais, especificar a mola correta exige a análise minuciosa das variáveis de projeto e do tipo de operação.
Para garantir a eficiência contínua, veja os principais pontos técnicos que devem orientar sua decisão:
Analise o espaço disponível
Se o projeto possui limitação física de espaço, mas exige altas forças de sujeição logo no primeiro contato com a chapa, a mola a gás é a solução mais indicada devido à sua alta densidade.
Avalie o curso e a vida útil esperada
Nas operações de alta ciclagem que dependem de controle rigoroso de vibração e esforço constante, o uso de cilindros a gás ajuda a preservar punções e matrizes por mais tempo.
Considere a força inicial necessária
Em processos como o repuxo profundo, em que a pressão máxima é exigida imediatamente, a mola a gás entrega a força nominal instantaneamente.
As molas helicoidais, por sua vez, acumulam força de maneira progressiva.
Veja também: Mola a gás ou mola helicoidal para matriz: quando utilizar cada uma?
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A escolha dos componentes adequados evita paradas não planejadas e maximiza a vida útil do ferramental.
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